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  • Opavivará! / Utupya, 25/03 – 06/05/2017

    Fosse uma manhã de sol
    O índio tinha despido
    O português.

    trecho de “Erro de Português”, Oswald de Andrade

    Inspirado nessa utopia antropofágica, o OPAVIVARÁ! cria seu samba enredo para sua nova individual na galeria A Gentil Carioca. Nesse caminho entre o coração da mata e a cidade concreto existe um lugar de hibridismos inconcebíveis. Das raízes pré-históricas gravadas nas paredes das cavernas às cópias dos esquemas das estruturas modernizantes da ocidentalidade reside um povo. Um povo caboclo, vítima e fruto do encontro do índio com o europeu, que se espalhou por todo esse território fazendo coisas de sarapantar. O Brasil caboclo é o primitivismo de sua tecnologia adaptativa. A utopia tupi parte da devoração, da mixagem, mesclagem, mestiçagem, que se dão na pororoca dos encontros.

    A mostra começa no térreo do segundo prédio da galeria (R. Gonçalves Ledo, n.11), no coração da Saara, numa sorveteria tupi cabocla, lojinha de doces e travessuras. Tupycolé são picolés de partes do corpo (rosto, pé, mão, peito, piroca) de diferentes sabores que percorrem uma diversa paleta de cores. Da encruzilhada da galeria, polinizando a SAARA, saem o Remotupy, uma canoa caiçara acoplada a um triciclo de tração elétrica que transforma as ruas em igarapés navegáveis; o carro Abre Caminho é nosso abre alas movido à tração humana, com quatro baldes chuveiros que inundam as esquinas com banhos de ervas prenhes da sabedoria ancestral dos pajés e curandeiros. No segundo andar do prédio, é instalada um ponto de acesso à Rede Social, 6 redes costuradas balançam abraçadas ao som de chocalhos feitos de tampas de garrafa pet. Completam a exposição um conjunto de três ocas móveis, onde é promovido um apitaço com sonoridades da floresta no meio do caos da selva urbana, e a DiscoOka, um ambiente envolvente karaoke tupy total que reverbera os antigos rituais de dança e cantoria na eletricidade de um mundo hiperconectado.

  • / Abre Alas 13, 21/01 – 18/02/2017

    curadoria de Marcio e Mara Fainziliber, Maria Laet e Bernardo de Souza

    Adeildo Leite
    Alexandre Furcolin Filho
    Anna Costa e Silva
    Beatriz Chachamovits
    Benoit Fournier
    David Bert Joris Dhert
    Fernanda Leme
    Guerreiro do Divino Amor
    Luciana Kater
    Lyz Parayzo
    Rafael Abdala e Jessica Goes (PROTOVOULIA)
    Rafael Bqueer
    Rebola
    Romain Dumesnil
    Talita Hoffmann
    Tania Dinis
    Zaven Paré

    Ao final de um ano que se encerra inglório, atingido por constantes marés de eventos desastrosos à vida do Brasil e do mundo, segue-se outro, marcado, antes mesmo de seu princípio, por previsões políticas e econômicas em nada alvissareiras quanto ao futuro próximo da humanidade. Nesta toada dramática, seguimos em ritmo de avanço e retrocesso, embalados por sinais trocados, muito barulho e saraivadas de balas, avançando o sinal vermelho do tempo sob risco e perigo iminentes.

    Banhado em tintas de pura artificialidade, às escaramuças noturnas, dia após dia, o sol nasce tão belo quanto aterrador para o povo carioca – a inútil paisagem se impõe inclemente à revelia daquilo que é sentido e processado na ruas da cidade, sobre o piche do asfalto ou da terra em chamas. Mas por quanto tempo, ainda, o Rio de Janeiro continuará lindo, às expensas de um povo maltratado em sua escorchante rotina de sol a sol?

    Sob as tórridas temperaturas de um novo verão, a Gentil Carioca nos brinda com um show de grandes novidades: um bloco de jovens e nem tão jovens artistas dispostos a invadir as avenidas de 2017 paramentados com a artilharia revigorante da arte, investidos da força e da potência criativa que a todos os males espantam, descortinando horizontes e renovando o fôlego de nossa épica aventura sobre o planeta terra.

    Este janeiro abre o ano confrontado por anjos e demônios, revelando imagens de urgência absoluta – sem filtros ou maquiagem – ao passo em que constrói cenários delirantes, de tintas ficcionais, os quais desvelam um mundo que ainda está por ser compreendido, imaginado, inventado e construído. Mas neste mundo que é mundo mas também não é mundo, realidade e fantasia operam não mais como antípodas, mas como campos complementares a engendrar novas esferas de poder, amor e convivência. Precisamos alcançar, a um só tempo, o que está longe e o que está perto, o que é visível e o que é indizível, o que está no gibi e o que ainda está por vir.

    Dentro de um caldeirão de ingredientes e vozes tão dissonantes quanto complementares – pois assim é a democracia, tanto de corpos quanto de ideias -, produzir-se-á a mais bela alquimia, o elixir da longa vida, o suprassumo da alegria, o antídoto às ideias comezinhas e o veneno antimonotonia. Por entre as cobras e lagartos do ano que se foi, há de irromper um novo homem, ora híbrido, ora mutante, em tempos científico, noutros poético, feio e belo, transgressor ou pacificador, porém sempre alerta, dinâmico, solidário e corajoso. Embarcamos, destemidos, com foco e euforia, na nau da arte e dos desvairados, num carrossel de cores, formas, ideias e imagens que ofertam graça e tristeza, razão e insanidade. Armados com bússolas e serpentinas, giletes e confetes, derrubamos os muros do passado e vislumbramos os estandartes do futuro, sambando e marchando em meio a blocos de homens e mulheres, índios e Alices, gays e travestis, clones e ciborgues, parando, aqui e ali, num cinema para namorar, numa esquina para panfletar ou num motel para transar; mas logo seguimos em frente, pois não há mais tempo que se possa perder: ô abre-alas que eu quero passar, ô abre alas que eu quero passar!

    Marcio e Mara Fainziliber, Maria Laet e Bernardo de Souza

  • Arjan Martins / Et cetera, 22/10 – 21/12/2016

    As pinturas de Arjan e suas fontes fotográficas

    Na última ocasião que encontrei Arjan ele levava um livro de Sepp Werkmeister que, nos anos sessenta, retratava os habitantes de Nova Iorque. Sendo muitos desses do bairro do Harlem, ali haviam imagens de homens, mulheres e crianças negras humildes, contudo dignas, nas quais Werkmeister os retratava no trabalho, no lazer ou deslocando-se pela cidade. Ao nos depararmos com tais imagens percebemos que essas foram tiradas durante o movimento dos direitos civis. Contudo, até onde observei, não haviam referências diretas ao conflito racial, às imagens de segregação ou aos protestos. Ao invés disso, as imagens eram focadas na normalidade do cotidiano. As dificuldades da existência estavam presentes de maneira sutil, não como tema central, mas sim um aspecto que transpirava através do olhar particular em um rosto, um detalhe ou em segundo plano. A contenda da vida era justaposta, por exemplo, com a elegância do vestuário das pessoas e a dignidade expressada em seu estilo. De certo modo, isto me recordava de um outro livro que eu havia lido recentemente, o ‘The Birth of Cool’, de Carol Tulloch (2016), que traça as influências de imigrantes negros do Caribe sobre a moda britânica a partir dos anos cinquenta até hoje. Repentinamente notei a própria vestimenta de Arjan, composta por uma calça de linho branco, sandálias de couro e uma elegante camisa folgada: quiçá uma adaptação tropical.

    Eu já estava ciente de que como pintor Arjan se utilizava de fotografias – normalmente de pessoas – e que essas imagens apareciam e reapareciam em suas pinturas nos mais variados contextos em suas composições. Normalmente, imagens advindas de uma mesma fonte fotográfica são repetidas em diferentes pinturas, como sujeito principal ou como detalhe em uma tela maior. Porém, o que parecia inicialmente distinto nas imagens do livro de Werkmeister quando comparadas com aquelas que me eram familiares em suas pinturas, era o fato de que essas imagens davam a impressão de serem distantes das próprias referências culturais de Arjan. Anteriormente em suas pinturas, as pessoas que habitavam as composições eram sujeitos tipicamente brasileiros ou brasileiros negros. Era como se o artista houvesse conscientemente traçado aspectos de sua própria história étnica, desenhando assim a formação de uma identidade, de aspectos de uma cultura, de como seu passado ancestral tem sido problematicamente posicionado dentro da cultura e história brasileira ou talvez, de forma mais pungente, de como estes personagens enfatizam as problemáticas narrativas históricas que situam tais representações na arte brasileira. Arjan parecia assim ter elaborado um projeto de resgate dessa iconografia, apoderando-se dessas representações enquanto exibia a limpeza étnica do circuito da arte contemporânea. Levando essa leitura em consideração, a pergunta que me acometia era, portanto: qual relação poderia haver entre os temas e personagens prévios de Arjan e aqueles elegantes trabalhadores negros de uma Novo Iorque antiga?

    Em um prefácio para a compilação das fotografias de Paul Gilroy sobre a diáspora afro-caribenha no Reino Unido, Stuart Hall (2007) descreve o projeto de coleta dessas imagens como um que possui propósito ‘interrogativo’:

    A imagem estática apreende o fluxo do tempo, congela o evento, possibilitando a nós um olhar mais longo, mais detalhado. Mas ela não é completa – ela não pode, afinal, ‘falar por si mesma’. O que significa não é o texto fotográfico em si mas sim a maneira em que ele é apanhado em uma rede de correntes de significados que sobrepõe a suas feições sobre a monta de outros discursos, assim revelando diferentes significados. É sentido que pode ser apenas completo por meio de nossas interrogações.

    Acredito que exista algo dessa abordagem interrogativa no interesse de Arjan pela fotografia como fonte de suas pinturas. É com esta abordagem que Arjan procura diferente significados. É assim que ele inscreve essas fotografias de pessoas de diferentes épocas e lugares sobre a relevância de outro discurso que, ainda assim, divide uma história comum. É aqui que a pintura se torna um meio com possibilidades distintas. Um bom exemplo disso são as inúmeras reproduções de Arjan retiradas de uma única fotografia retratando uma jovem levantando sua mão à boca. Cada vez que essa imagem é pintada a sua expressão é distinta, ora demonstrando timidez, ora um certo ar de malícia. Enquanto a fotografia pode demonstrar tais ambivalências, as reproduções pintadas acentuam essas ambivalências na medida que – e particularmente quando expostas lado a lado – o decisivo momento único capturado pela câmera se torna verdadeiramente múltiplo, em camadas.

    A mesma jovem aparece no canto superior direito de outra tela. Ela é desproporcionalmente larga, pairando sobre uma composição que inclui uma caravela portuguesa de ponta cabeça, com suas velas infladas pelo vento, fazendo com que esta se assemelhe a um tórax inflado e cheio de si. Inscrito sobre as velas a cruz portuguesa, a Vera Cruz, pairando de maneira ameaçadora como se anunciasse o primeiro nome dado à terra que vemos no horizonte e que hoje chamamos de Brasil. A coroa, alocada na esquerda da tela e à mesma altura que a cabeça da jovem, é enquadrada por um arranjo de triângulos, formado pelas cordas da plataforma da embarcação, sua polia, a coroa e pela cabeça da jovem. Não é malícia que agora transpira na face da menina mas sim medo: o horror que é provocado pela referência triangular conjurada pela iconografia e composição da pintura.

    Em outra pintura encontramos a mesma estrutura de composição, tal qual a do navio de ponta cabeça e a silhueta da costa da cidade natal de Arjan, o Rio de Janeiro. Outra jovem segura um livro, ou talvez uma pintura, formando uma disposição triangular similar, embora invertida, entre a coroa e a polia. A diferença principal aqui é o navio, que não só é representado de lado ao invés de frontalmente, que também não é mais uma caravela portuguesa e sim um veleiro britânico, o Cutty Sark.

    Em um texto anterior (Arjan e o conto da saia justa) eu já havia dado conta da aparente inconsistência histórica da aparência do Cutty Sark em pinturas que claramente remetiam a história do tráfico negreiro no Brasil. Para esclarecermos esta inconsistência, basta resumirmos os pontos principais feitos concluindo o tema. Não devemos esperar de um pintor contemporâneo uma ‘precisão’ histórica comparável, por exemplo, às representações da escravidão no Rio de Janeiro durante o início do século XIX de Jean Batiste Debret. A fotografia, mesmo com suas insuficiências, assumiu esse papel de documentação. Como eu havia ressaltado durante aquele ensaio, apesar do Reino Unido ter se promovido como uma nação abolicionista, o país esteve profundamente implicado no comércio de escravos. As imagens fotográficas que aludo anteriormente, nos livros de Tulloch e Gilroy, são consequências diretas disso, assim como a própria origem do nome Cutty Sark. Mesmo o mais prestigioso museu de arte moderna e contemporânea britânico, o Tate, foi fundado com os lucros gerados a partir da produção de açúcar e do comércio triangular. As pinturas de Arjan, portanto, não nos revelam uma história, mas sim como a história é apresentada aqui e agora.

    Ao escrever este pequeno ensaio, o periódico The Times anuncia em sua primeira página que o governo britânico requereu que todas as firmas britânicas listem seus empregados estrangeiros. Os temas de Arjan são ainda mais significantes neste momento que a horrenda face do racismo e xenofobia retornam no placo mundial através do discurso político dominante. É precisamente por conta das múltiplas origens de suas fontes fotográficas que sua pintura nos convida a pensar, não em um evento histórico específico ou particular, mas sim de forma geral. Por exemplo, podemos nos perguntar quantos de nossos dirigentes políticos ou instituições aqui no Reino Unido, nos EUA ou no Brasil sustentam posições de poder baseadas em privilégios que remetem ao comércio de escravos e como esse privilégio ainda se legitima por meio de preconceito. Assim as pinturas de Arjan, mais do que qualquer fotografia, testemunham o perverso anacronismo da contemporaneidade.

    Michael Asbury 5/10/2016

     

  • Thiago Rocha Pitta / Mapas temporais de uma terra não sedimentada, 03/09 – 08/10/2016

    Em sua quarta exposição individual na galeria A Gentil Carioca, Thiago Rocha Pitta expõe ao público os afrescos e vídeos da série Mapas temporais de uma terra não sedimentada, onde se vê o registro do desenvolvimento independente, exceto por ligeiras intervenções do artista, dos movimentos diversos de terrenos erodidos e variados. Estes registros são característicos do trabalho do artista que estimula a observação e reflexão dos elementos naturais.

    Mapas temporais de uma terra não sedimentada / por Carol Carrion

    Um plano de terra que começa a se desfazer. Observamos uma planície que desmorona, como se caindo para dentro da parede. Forma-se um cânion logo invadido por uma avalanche de terra, cujo incessante movimento se transfigura em liquidez. A terra escorre até sua força ser tamanha que tudo recobre, devolvendo ao plano o espaço pronto para ser novamente, eternamente erodido. Em outra projeção, o solo seco é invadido por umveio d’água que mal consegue ser absorvido pelo terreno sedento. Em uma terceira, observamos o lento evaporar da água presente na terra, cujas cores quase imperceptivelmente tornam-se mais claras. São a experiências muito precisas como essas, e apenas aparentemente simples, que Thiago Rocha Pitta expõe o público com os vídeos da série Mapas temporários de uma terra não sedimentada.

    Pequenas intervenções realizadas por Rocha Pitta catalisam as narrativas dos vídeos, que se desenvolvem de forma autônoma — método construtivo comum em sua obra. A atividade propulsora do artista não altera, no entanto, o fato de que os trabalhos desta série estão além, ou aquém, da intervenção humana. As ações de que somos testemunhas remetem-nos a objetos sem sujeito, movimentos tão entranhados na cadeia causal do universo que, para compreender suas origens, deveríamos regredir sem fim até chegar ao impensável antes do tempo. Se seus vídeos anteriores aconteciam em uma natureza mítica em que a cultura estava à espreita, talvez escondida logo após o fim do

    quadro, estes mapas alcançam a grandiosidade de forças universais com as quais nós, insignificantes seres efêmeros, nada temos a ver.

    Hume afirmou que se jamais houvesse existido um triângulo ou círculo na natureza, as verdades dos teoremas de Euclides manteriam a sua certeza e evidência 1; levando este pensamento às últimas consequências, concluímos que esses teoremas ainda seriam verdadeiros mesmo que nenhuma mente humana os tivesse concebido ou enunciado, pois sua veracidade depende apenas da relação entre elementos puramente ideais. Algo semelhante se passa aqui: essas ações existiriam mesmo que o artista não as tivesse perpetrado ou que nós, espectadores, não tomássemos conhecimento delas. Através desses trabalhos, entramos em contato com verdades tão prosaicas quanto monumentais: as leis da física dos corpos, a inevitabilidade da causalidade, o incomensurável do tempo.

    Não é pela ação do artista, e sim pelo olhar, que esses vídeos retornam para o âmbito da cultura de que até então haviam escapado. É na consciência do tempo — tão estimulada pela obra de Thiago a ponto de gerar angústia — que reside a consciência da morte. Ao contemplar essas cenas em que sempre existe movimento e transformação, mas nunca vida, lembramo-nos de que a mutabilidade para nós não é mera transfiguração de estado físico da matéria; significa definhar e perecer. A natureza torna-se o espelho do homem, incapaz de encarar a alteridade sem ver a si mesmo.

    Não é sem importância que esses trabalhos sejam definidos por uma categoria geopolítica. Todo mapa carrega em si a pretensão de permanência, cuja impossibilidade é evidente nos traçados políticos, desatualizados pela constante alteração das configurações sócio-territoriais humanas. No entanto, nem mesmo os mapas físicos são imunes à ação do tempo: rios secam, o clima de certas regiões pode sofrer alterações e, mesmo que de forma imperceptível para nós, os continentes se movem. Mapas são 1 Essa discussão se dá na quarta seção de Uma investigação sobre o entendimento humano, intitulada Dúvidas céticas sobre as operações do entendimento. sempre representações e, portanto, falíveis. Os mapas instáveis de Thiago Rocha Pitta questionam a nossa percepção estática do que em verdade está sempre em movimento, escarnecem do anseio humano por estabilidade e certeza. A terra não está sedimentada porque nunca estará; todos os mapas são temporários. A fluidez do mundo se sobrepõe à rigidez dos conceitos.

  • Coletiva / ALMA: Acervo Gentil, 16/07 – 20/08/2016

    Arjan Martins
    Alexandre Vogler
    Bernardo Ramalho
    Botner&Pedro
    Cabelo
    Guga Ferraz
    Jarbas Lopes
    João Modé
    José Bento
    Laura Lima
    Maria Laet
    Maria Nepomuceno
    OPAVIVARÁ!
    Paulo Nenflidio
    Paulo Paes
    Ricardo Basbaum
    Rodrigo Torres
    Thiago Rocha Pitta

  • Rafael Alonso / Torto, 11/04 – 11/06/2016

    A Gentil Carioca apresenta TORTO, primeira individual do artista Rafael Alonso na Gentil.

    Na exposição individual o artista dá continuidade à pesquisa artística que desenvolve há alguns anos, fundamentada na investigação das possíveis associações entre sua prática de pintura e seu cotidiano.

    A partir de uma série de referências banais, tais como: sobrecapas de livros, cartões de estacionamento, mobiliário, fragmentos de objetos de design ou peças de vestuário o artista produz pinturas abstratas impactantes e de visualidade bastante heterogênea.

    O conjunto de obras que forma a exposição compõe uma espécie de inventário visual de encontros acontecidos durante o último ano e plasmados na forma de pinturas. O pintor atua como um cronista e suas pinturas acabam por refletir os acontecimentos de sua existência durante o período.

  • / Abre Alas 12, 01/02 – 19/03/2016

    Curadoria de André Sheik, Adriana Varejão and Paula Borghi

    Alice Ricci
    Aline Motta
    André Burian
    Dani Spadotto
    Diogo Miranda
    Dudu Quintanilha
    Florencia Caiazza
    Gokula Stoffel
    Grupo Indigestão
    Guilherme Ginane
    Janaína Miranda
    Jardineiro André Feliciano
    Leandro Machado
    Luisa Brandelli
    Malvina Sammarone
    Renato Custodio
    Simone Cupello
    Tchelo
    Victor Mattina
    Yornel Martinez

    Uma das coisas mais prazerosas de trabalhar com arte é conhecer novos artistas. É muito bom quando nos deparamos com um trabalho que realmente nos toca, especialmente por sua potência, e não pela carga semântica de sua assinatura. Quando essa experiência acontece, é o momento em que vale a pena dedicar-se a arte. Claro que todo trabalho tem seus lados bom e ruim, mas esse é o aspecto da maravilha, da experiência sem julgamento, da fruição, da beleza e do encantamento à primeira vista. E que sensação linda é essa…

    É inspirado por essa sensação que apresentamos o Abre Alas 12, com artistas apaixonantes, que trabalham dentro de um viés de experimentação e de busca por uma voz própria. Artistas que fazem isso de maneira encantadora, séria e consistente. E o que pode parecer uma escolha romântica, de obras que aparentam não dialogar entre si, é um conjunto que representa o espírito de um tempo; do agora. Claro que é um dos recortes possíveis, dentro apenas das propostas que nos foram enviadas. Fomos guiados pelo envolvimento que tivemos com os trabalhos selecionados, pela vontade de vê-los ao vivo e de poder compartilhá-los.

    Se, durante o processo de seleção, olhamos os portfólios e as propostas procurando identificar, dentro da produção de cada artista, coerência entre pensamento, poética, linguagem, ideias, conceitos e técnica, é só agora, com a exposição montada, que realmente podemos vivenciar nossas decisões.

    Assim, temos o prazer de apresentar os trabalhos dos 20 artistas gentilmente acolhidos neste cortejo de arte e celebração. Ô, ô, ô, o Abre Alas chegou!

    Calorosamente,

    Adriana Varejão
    André Sheik
    Paula Borghi

     

  • Alexandre Vogler / Coletiva / Bângala: Yakã Ayê, 28/11/2015 a 09/01/2016

    Coletiva com curadoria de Yuri Firmeza e Uirá dos Reis.

    Alexandre Vogler
    André Parente
    Adriele Freitas + Juliane Peixoto
    Arthur Scovino
    Chico da Silva
    Dalton Paula
    Francisco de Almeida
    Frederico Benevides
    Henrique Viudez
    Joacelio Batista
    Leonardo Mouramateus
    Luciana Magno
    Marina de Botas
    OSSO OSSO
    Paulo Nazareth
    Randolpho Lamonier
    Rodrigo Martins
    Romy Pocztaruk
    Ronald Duarte
    Samuel Tomé
    Sérgio Borges
    Sérgio Gurgel
    Simone Barreto
    Solon Ribeiro
    Thiago Martins de Melo
    Victor de Castro
    Victor de Melo

     

    A Língua que Delira

    Dos muitos sentidos de Bângala, da língua minoritária Bantu ao governador da Angola, o que mais nos interessa é aquele apontado por Ana Miranda em “Musa Praguejadora – A Vida de Gregório de Matos”, qual seja, Bângala significa pau duro em língua Bunda. O mesmo procede com Ayê, palavra da língua Yoruba que, entre as variações de tradução (e toda tradução é transcriação) nos convoca a pensar o sentido de terra ou vida. Yakã, talvez a mais certeira das palavras, significa Rio em Guarani.

    Bângala: Yakã Ayê seria assim, longe de um elogio ao falocentrismo, uma ode as vidas vividas num caudaloso fluxo. Asseguradas as peculiaridades de cada língua, criamos aqui uma situação onde estas línguas se toquem numa operação crítica ao regime de sobrevidas.

    Nos interessa pensar a inexatidão e o deslize deste título como algo próprio daquilo que norteou esta curadoria. Como se a um plano totalizante, o respeito a gramática, as legislações e aos delineios assertivos, as obras aqui se contrapusessem numa espécie de glossolalia. Ou seja, obras e curadoria que privilegiam aos relações diferenciais em detrimento dos termos; que diz mais respeito à sintaxe do que aos aspectos léxicos.

    E, assim, fazer delirar a língua numa espécie de desmonte das armadilhas dominantes que se inscrevem aí mesmo, na língua, como bem nos lembra Roland Barthes: “Esse objeto que se inscreve o poder, desde toda eternidade humana, é: a linguagem – ou para ser mais preciso, sua expressão obrigatória: a língua. A linguagem é uma legislação, a língua o seu código. Não vemos o poder que reside na língua, porque esquecemos que toda língua é uma classificação, e que toda classificação é opressiva: ordo quer dizer, ao mesmo tempo, repartição e cominação. Jakobson mostrou que um idioma se define menos pelo que ele permite dizer, do que por aquilo que ele obriga a dizer (…) toda língua é servidão e poder”.

    A Língua Geopolítica

    Em outro registro, é impossível não recordarmos de que existem cerca de 500 línguas só na America do Sul e mais de 200 línguas, além do português, faladas no Brasil. Ailton Krenak nos lembra da escassez de literatura indígena publicada no Brasil, todas amortizadas pela língua portuguesa. E mais, seguindo com Krenak, “Hoje acho que não tem quase aldeia nenhuma que não tenha escola da rede de educação no Brasil instalada lá dentro da aldeia (…) onde o português é uma das línguas obrigatórias dentro de sala de aula, em alguns casos é a única língua. (…) Nós estamos experimentando várias camadas de colonização simultaneamente. Ao mesmo tempo que você é convidado a ter uma escola dentro de sua aldeia, você também é convidado a esquecer todo o repertório de sua cultura e começar a atualizar seu repertório para negociar as condições da sua sobrevivência”.

    A crítica cáustica estende-se à instituição que comumente é evocada em tom salvacionista: a educação é o futuro do mundo ! No depoimento de Krenak, de uma só vez todo o proselitismo de um projeto educacional vem à tona como manutenção de uma suposta ordem do mundo. Projeto de poder, intolerância ao que difere e reiteração do modus operandi, eis as possíveis armadilhas da educação e, claro, da arte.

    Que língua falamos?

    A língua que baila. E, que ao bailar, põe todo o entorno num caldeirão glossolálico, sem formas pré-estabelecidas, sem nomes próprios, sem identidades. Uma língua que funda o que fala enquanto fala daquilo que funda, como um ato performativo que inventa mundos e produz voragens.

    Yuri Firmeza e Uirá dos Reis

  • José Bento / Chão de Estrelas, 14/09 a 07/11/2015

    A Gentil Carioca tem o prazer de anunciar a exposição Chão de estrelas do artista José Bento. O título da exposição é um mote poético inspirado, é claro, pela canção homônima de 1935 de Orestes Barbosa e Silvio Caldas. A instalação que dá nome a mostra é composta de milhares de pedaços de madeira (Vinhático ou popularmente conhecida como gema de ovo), entremeados por cabos de aço (ou como os assistentes do artista nomearam “fios de ouro”) tencionados de um lado ao outro da sala expositiva no limite do rompimento. Assim estamos diante de um plano, monocromático, que flutua na altura do umbigo do artista, que remete a um horizonte que tenciona a relação entre o monocromo que é em si uma paisagem dourada onde se encontra o dia e a noite.

     

    Minha vida era um palco iluminado

    Eu vivia vestido de dourado

    Palhaço das perdidas ilusões

    Cheio dos guizos falsos da alegria

    Andei cantando a minha fantasia

    Entre as palmas febris dos corações

     

    Meu barracão no morro do Salgueiro

    Tinha o cantar alegre de um viveiro

    Foste a sonoridade que acabou

    E hoje, quando do sol, a claridade

    Forra o meu barracão, sinto saudade

    Da mulher pomba-rola que voou

     

    Nossas roupas comuns dependuradas

    Na corda, qual bandeiras agitadas

    Pareciam um estranho festival

    Festa dos nossos trapos coloridos

    A mostrar que nos morros mal vestidos

    É sempre feriado nacional

     

    A porta do barraco era sem trinco

    Mas a lua, furando o nosso zinco

    Salpicava de estrelas nosso chão

    Tu pisavas nos astros, distraída

    Sem saber que a ventura desta vida

    É a cabrocha, o luar e o violão

     

    O conjunto de obras expostas em Chão de estrelas  reúne diversas estratégias utilizadas ao longo da carreira de José Bento. Notavelmente, a obra Xadrez para Max e Marcel se utiliza da recriação de objetos do cotidiano em madeira numa aproximação do discurso hiper-realista, como feito pelo artista em anos anteriores em obras como Cobogó, Telefone e de forma espetacular em Banheiro Bento quando recriou sabonetes, tampões de ralo etc,  porém aqui ele acena para o que já foi chamado de “surrealismo mitigado” em seu trabalho. Em Xadrez para Max e Marcel,  José Bento brinda a famosa foto em que Marcel Duchamp aparece brindando Max Ernst por meio do jogo de xadrez originalmente desenhado pelo terceiro artista para a exposição The imagery of Chess, na Julien Levy Gallery, em 1944. Num jogo de espelhos e auto-referências, aqui José Bento estabelece suas credencias como um artista que goza com prazer das artimanhas neo-dadas e surrealistas contemporâneas.

    Já em outra sala, em direto contraponto à mensagem Duchamp-ernestiana, um conjunto de monocromos que variam entre o amarelo e o vermelho acompanhados de um tapete de madeira virado para Meca, como uma bússola, que nos relembra de tradições atlânticas que nos conecta à África e à Europa por meio de uma reticência a paisagem, ao ilustrativo e ao figurativo, neste caso um “misticismo mitigado”. O surrealismo, embora mais conhecido por sua ênfase no inconsciente, também sempre enfatizou um aspecto místico de comunicação com o além.

    Entre as duas pontas do modernismo ocidental, ou dito de outra forma, entre o abstrato formal da arte construtiva e a representação discursiva típica do surrealismo, a exposição Chão de estrelas por meio da poesia substantiva de Orestes Barbosa – barraco, trinco, zinco, chão, astros etc.. estica o seu olhar contemporâneo resgatando a simples poesia dos jogos das coisas simples. Como comentou o artista certa vez: esse Orestes Barbosa é um gênio porque trouxe os astros lá de cima e pôs no chão para os humildes pisarem.

    E é com humildade que a exposição vai se espalhar pelo SAARA – a Sociedade de Amigos e Adjacências da Rua da Alfândega. Espalhado em suas famosas lojas/ tendas e por suas ruas apertadas e barulhentas, aproximadamente oito trabalhos estarão camuflados na paisagem comercial. Tanto um comentário ao aspecto comercial da exposição, mas principalmente ao estatuto variável do que é um ready-made hoje em dia, também desafia o espectador a considerar a paisagem do SAARA como um espaço expositivo, local de troca e de recorrentes experiências estéticas e sociais.

    Toda a exposição será “amarrada” por meio de um jornal em formato tablóide que será repositório dos enigmas das possíveis fontes do trabalho escultórico expansivo do José Bento. O jornal de certa forma é onde o inconsciente, o místico, e o pedestre artista estão amarrados. Lá as referências vêm à tona e submergem no meio do palavrório dos outros curadores, artistas e paisagens.

     

  • João Modé / Algumas coisas que estão comigo, 18/07 a 21/08/2015

    O título da próxima exposição de João Modé, algumas coisas que estão comigo, remete a agrupamentos de objetos que acontecem por si em ações que ocorrem no tempo. O artista percebe que os objetos em seu ateliê se agrupam de modos inusitados e próprios, por meio de diversas ações que se passam ao longo do tempo, no cotidiano, e, desse modo, a exposição revela a transitoriedade das coisas no mundo, seja dos objetos seja dos pensamentos.

    Algumas coisas que estão comigo, também uma das obras da exposição, dialoga com a primeira exposição de João Modé na Galeria A Gentil Carioca, A Cabeça, 2007, onde Modé conduz o público a uma ‘visita’ ao espaço do sótão da galeria. Modé propõe percorrer o espaço de cima, o sótão, estando no espaço de baixo. O sótão é um lugar com a mesma planta em uma outra dimensão, que, dessa vez, será mostrada por meio de um periscópio.

    Sempre propositivo de novas relações no espaço, João Modé nos permite pela janela ver a cidade e atravessar o espaço do teto. Modé vai conectar os dois espaços da galeria – Rua Gonçalves Ledo 17 sobrado e Rua Gonçalves Ledo 11 – a partir de uma escada que dá acesso à claraboia do prédio. Ao subir a escada, é possível olhar a cidade em uma outra dimensão. Fios de cobre serão utilizados para conectar espaços e construir a obra Galaxy no 3º andar do prédio de número 11.

    Galaxy é uma obra de pedras semi-preciosas e fios de cobre, primeiramente exibida pela A Gentil Carioca, em 2014, na ABC Berlim, uma plataforma organizada pelas galerias de Berlim para que galerias de todo mundo possam expor trabalhos individuais de artistas. Na exposição o público poderá ver pela primeira vez no Brasil a obra Galaxy.

    A exposição conta também com o diálogo entre João Modé e Ana Paula Cohen, que produzirá um texto especialmente para a mostra.

     

  • Paulo Paes / Djanir, 06/06 a 04/07/2015

    Djanir, título da exposição, é o nome de uma das esculturas chamada fisália que será exibida na galeria A Gentil Carioca a partir de 06 de junho. Djanir, “ sereia cyborg”, como Paulo Paes carinhosamente a intitula, é uma fisália colonizada.

    Physalia Physalis é um ser marinho, ou colônia de seres, pólipos, cujo nome popular é caravela.Também, fisália é o nome que Paulo Paes dá a suas esculturas subaquáticas. Podem ser fisálias colonizadas, ou seja, esculturas que imersas no mar foram colonizadas por organismos marinhos, como a própria Djanir, ou fisálias virgens, esculturas prontas a entrar no mar e serem adotadas por colecionadores e instituições que se interessem pela participação na pesquisa de Paulo Paes.

    O trabalho do artista gira em torno dos processos de adaptação da vida a novos ambientes e condições. O artista cria e implanta no mar estruturas complexas (fisálias) feitas com descartes do consumo urbano (garrafas plásticas, embalagens de vidro, carcaças metálicas) e materiais naturais (pedra, madeira, osso). Ao interagir com o meio, estas estruturas atraem e fixam vida marinha, consolidando sítios com alta atividade biológica.
    São abrigos de diversos tamanhos e formas, superfícies rugosas, filamentos, cílios filtrantes, cabos, plataformas etc. cobrindo vários níveis de profundidade e de iluminação, favorecendo uma gama variada de organismos ao oferecer um substrato para fixação e aproveitamento dos nutrientes disponíveis no meio.
    Ao cultivo, manutenção e expansão da estrutura colonizada (através de acréscimos demandados pelo seu desenvolvimento), soma-se uma rotina de registros em áudio visual e relatórios de campo.

    A exposição Djanir, primeira exposição de Paulo Paes na galeria A Gentil Carioca, mostrará obras que são resultado da rotina de Paulo Paes. O objeto atual do artista é a rotina (operações e manobras) em torno de aparelhos marinhos inseridos no bioma para atrair e fixar vida. Esta rotina produz uma cultura material. Serão exibidas na mostra Djanir, fisália colonizada resultado de 2 anos e 10 meses de vida marítima; amostras de colônias maduras em um aquário de água salgada projetado especialmente para a exposição com o acompanhamento do biólogo Mauricio Andrade; fotografias subaquáticas; esculturas (fisálias virgens); desenhos; quadros (marinhas); vídeos, textos e relatórios do processo. A exposição conta com o apoio do IEAPM (Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira) cujo coordenador científico é o biólogo Ricardo Coutinho e onde, no campo de provas da Ilha do Farol de Arraial do Cabo, Paulo realiza seus experimentos.

     

  • Cabelo / Obrigado Volte Sempre, 28/03 a 15/05/2015

    “Obrigado Volte Sempre” é a segunda exposição individual de Cabelo na Galeria A Gentil Carioca. Se, em 2011, com “Cabelo apresenta MC Fininho e DJ Barbante no Baile Funk (Gentil) Carioca”, o artista homenageou a crueza e a energia do funk, agora ele retorna com uma mostra silenciosa, onde a luz e a cor são protagonistas. O artista vai ocupar os dois prédios da galeria, apresentando projeções e frames de vídeos, onde a luz refletida em superfícies instáveis é capturada em closes, permitindo ao observador assistir a transformações em ritmos surpreendentes, testemunhando o surgimento e o desaparecimento de seres e mundos. É como se o olho pudesse penetrar um portal para outras dimensões, revelando um macrocosmo dentro do microcosmo, e de lá, a luz acenasse agradecendo a visita, fazendo-nos um convite a retornar: Obrigado Volte Sempre!

  • / Abre Alas 11, 07/02 a 13/03/2015

    Curadoria de Livia Flores, Michelle Sommer e Daniel Steegmann Mangrané

    Aleta Valente
    Alexandre Wagner
    Bruno Cançado
    Carina Sehn
    Carolina Bonfim
    Cecília Bona
    Coletivo ES3
    Daniel Beerstecher
    Daniel Frota
    Daniel Jablonski
    Daniel Lie
    Dirnei Prates
    Erica Ferrari
    Ewa Priester
    Felipe Abdala
    Felipe Bittencourt
    Frederico Ramires
    Gabriela Noujaim
    Gabriele Mauro
    I repeat
    Igor Vidor
    Ilan Waisberg
    Jonas Arrabal
    Jorge Soledar
    Lucas Sargentelli
    Luisa Mota
    Luisa Puterman
    Maíra Dietrich
    Manoela Medeiros
    Maria Noujaim
    Marina Fraga
    Miguel Penha
    Pedro Gallego
    Pedro Urano
    Raquel Versieux
    Renato Pera
    Reynaldo Candia
    Rita Queiroga
    Rodrigo Alcon Quintanilha
    Rodrigo Garcia Dutra
    Rodrigo Moreira
    Thiago Guedes

    No dia 07 de fevereiro de 2015, o Abre Alas apresenta sua 11º edição e completará 11 anos de existência.

    Ao final do primeiro ano de criação da A Gentil Carioca, Marcio Botner, Laura Lima e Ernesto Neto perceberam que tinham um tesouro em mãos: cerca de 200 portfólios recebidos de artistas de todo o Brasil. Com isto, os diretores da A GENTIL CARIOCA, decidiram que iriam aproveitar todo esse material em uma exposição que acontece desde 2005 – próxima ao carnaval.

    O nome “Abre Alas” remete ao carro que inaugura o desfile das escolas de Samba. O projeto é uma exposição que nasceu com o intuito de abrir espaço para jovens artistas. Com o tempo, a exposição passou a incluir a participação de artistas do mundo todo.

    A GENTIL funciona como uma vitrine, e se alegra ao ver que os artistas apresentados no projeto seguem seu caminho fazendo parte dessa rede maior.

    Mais de 100 novos nomes participaram do projeto ao longo destes anos. Entre eles: Maria Nepomuceno, Guga Ferraz, Bernardo Ramalho, Rodrigo Torres. Maria Laet, Gabriela Mureb etc e etc.

    Desde 2010 convidamos curadores para realizar a seleção dos trabalhos. Este ano fizeram parte do comitê de seleção: Livia Flores, artista, Michelle Sommer, curadora e Daniel Steegmann Mangrané, artista e curador.

    Foram 310 inscrições e 42 projetos de artistas selecionados, de diversas regiões do Brasil e países estrangeiros.

  • Guga Ferraz / Maranhão, 15/11/2014 a 24/01/2015

    No dia 15 de novembro A GENTIL CARIOCA inaugura a exposição MARANHÃO, de Guga Ferraz. O artista trabalha com interferências urbanas e faz sua segunda individual na galeria. Após ter realizado diversas intervenções usando a rua como suporte, Guga Ferraz ocupa A GENTIL CARIOCA com trabalhos ainda inéditos em escultura, trazendo para o espaço expositivo “crônicas” de assuntos atuais como violência, política e protestos.

    Na A GENTIL CARIOCA, em 2007, Guga Ferraz já ocupou a parede externa da galeria, com a obra “Cidade dormitório”. Na “Parede Gentil”, oito andares de camas beliches foram instalados. No dia da abertura, artistas, crianças e transeuntes ocuparam as camas instaladas em espaço público, e posteriormente as mesmas foram ocupadas por moradores de rua, criando um circuito inusitado de visitação da obra.

    Recentemente, Guga Ferraz realizou na FUNARTE a obra “Até onde o mar vinha, até onde o Rio ia-trecho praia da Lapa”, uma linha de sal delineando o contorno da extinta praia da Lapa o e o “Até onde o MORRO Vinha Até onde o Rio ia”, onde construiu paredes de terra preta e madeira representando o local onde havia o antigo Morro do Castelo que foi derrubado em 1921.

    Na exposição MARANHÃO, o artista apresentará s serie de “Esculturas Urgentes”, na sala grande uma grande instalação com dezenas de esculturas em forma de cabeças feitas de poliuretano e isopor, material usado frequentemente no carnaval. Na sala da “piscina” haverão esculturas em madeira e metal.

  • Maria Laet / Pedra Vão e Pontogor / Perdendo a Fé, 13/09 a 18/10/2014

    PEDRA VÃO

    Na sua terceira exposição individual na Galeria A Gentil Carioca, Maria Laet apresenta um conjunto de trabalhos que inclui monotipia, vídeo, e instalação.

    O título Pedra Vão sugere uma situação paradoxal entre aquilo que é único, cheio, completo, com limites bem definidos e estáveis, e o vazio potencial do espaço aberto, da brecha, que acaba por ter seus limites definidos e continuados pelo contatocom o outro.

    Laet aborda noções de limite, e da relação entre a própria materialidade dos objetos, das substâncias, superfícies, e seus diferentes estados do ser, seja pela sua solidez ou fragilidade, seja pela solidez enquanto fragilidade. O encantamento de Laet pelo mais ordinário detalhe e comportamento das coisas, pode nos levar a perguntar, qual o propósito de tal trabalho.Um número razoável de respostas poderiam ser sugeridas, mas elas iriam uma por uma negar as possibilidades poéticas do trabalho, que são múltiplas. O trabalho apresentado partedo singular, apontandopara o múltiplo.

    PERDENDO A FÉ

    A exposição contará com instalações, fotografias e vídeo.

    Individual do artista Pontogor. São apresentados trabalhos que questionam a lógica racional refletindo sobre os conceitos do tempo, a fé e a razão. As instalações que formam a mostra pesquisam os limites do entendimento do mundo sensível através do estudo do ritmo, da composição, do peso e do vazio. Sempre utilizando erro e o acaso como ferramenta para criação das obras que materializam esses limites do compreensível no jogo e contraposição de materiais e articulações instáveis.

     

  • Evandro Machado / Luxphilia, 02/08 a 30/08/2014

    A investigação sobre a instintiva vontade de seguir uma fonte de luz na escuridão, seja pra insetos ou humanos, é a fonte de pesquisa poética inicial na exposição LUXPHILIA de Evandro Machado em sua primeira individual na A Gentil Carioca.
    Nos últimos anos, Evandro vem realizando uma apurada pesquisa sobre animação, desenho e pintura unidos numa mesma linguagem: o vídeo. Por isso, a referência LUXPHILIA, atração da luz, é a metáfora ideal para descrever imagens sobre hábitos de fogueiras pela cidade e situações ficcionais em paisagens iluminadas ou noturnas. Tudo está num conjunto de vídeos especialmente preparados para criar uma atmosfera delicada. A própria luz, necessária, também constrói uma narrativa sobre o instinto e, por conseguinte, as ideias. Ou melhor dizendo: a “iluminação”.

     

  • / Maracanã, 13/06 a 12/07/2014

    Enrica Bernardelli
    Carlos Bevilacqua
    Lívia Flores
    Marcos Chaves
    Omar Salomão
    Pedro Lago
    Pedro Rocha
    Raul Mourão
    Roberto Cabot
    Romano
    Tiago Primo

    Para compor um time completo de 11 artistas aos moldes de um time de futebol, no dia 14, de junho as 18 hs, A Gentil Carioca abre a exposição Maracanã no prédio antigo. Um time também composto de poetas, músicos e pensadores aparece desta vez, variando a conformação mais tradicional de artes visuais. A exposição sugere mais que uma simples partida jogada de forma literal, com ou para o público. O tema Maracanã é espinhoso nos tempos atuais ou também poético por excelência, suscita controvérsias e emoções que estão na ordem do dia. Aos artistas convidados é proposto entender o que foi, o que é e para onde seguirão as metáforas cruciais que moldam o que hoje é este monumento.

     

  • / Escuta, 26/04 a 24/05/2014

    Quarta exposição individual do artista Paulo Nenflidio na Galeria A Gentil Carioca.

    Produção recente onde o artista mostra obras plástico sonoras, inspiradas em fenômenos naturais e seres marinhos. Cada obra possui um código interno em circuitos micro controlados onde a aleatoriedade faz parte da composição.

    Ensaio da chuva, por exemplo, possui um código onde o som foi esculpido em frações de micro segundos. A obra é um laboratório onde a água, contida em diversas provetas, determina a dinâmica do tempo e amplitude da chuva.

  • / Abre Alas 10, 22/02 a 15/03/2014

    Curadoria de Armando Mattos e Marta Mestre

    Beatriz Nogueira
    Betelhem Makonnen
    Bruno Osório
    Carolina Cordeiro
    Cauê Novaes
    Coletivo Plástico Preto
    Daniel Albuquerque
    Deolinda Aguiar
    Eduardo Montelli
    Erika Romaniuk
    Evandro Prado
    Felipe Braga
    Fernanda Taddei
    Guilherme Callegari
    Jeferson Andrade
    Leandra Espírito Santo
    Letícia Lampert
    Louise Botkay
    Noara Quintana
    Peter Wüthrich
    Raquel Uendi
    Renan Marcondes
    Sheila Ortega
    Steffania Paola
    Stephanie Gervais
    Thiago Araújo
    Victor Saverio
    Yana Tamayo

    No dia 22 de fevereiro deste ano, o Abre Alas apresenta sua 10º edição e completará 10 anos de existência.
    Ao final do primeiro ano de vida da galeria, Marcio Botner, Laura Lima e Ernesto Neto perceberam que tinham um tesouro em mãos: cerca de 200 portfólios recebidos de artistas de todo o Brasil. Com isto, os diretores da A GENTIL CARIOCA, decidiram que iriam aproveitar todo esse material em uma exposição que acontece desde 2005 – próxima ao carnaval.
    O nome “Abre Alas” remete ao carro que inaugura o desfile das escolas de Samba. O projeto é uma exposição que nasceu com o intuito de abrir espaço para jovens artistas. Com o tempo, a exposição passou a incluir a participação de artistas do mundo todo.
    A GENTIL funciona como uma vitrine, e se alegra ao ver que os artistas apresentados no projeto seguem seu caminho fazendo parte dessa rede maior.
    Mais de 100 novos nomes participaram do projeto ao longo destes anos. Entre eles: Maria Nepomuceno, Guga Ferraz, Rodrigo Torres e Maria Laet.
    Desde 2010 convidamos curadores para realizar a seleção dos trabalhos. Este ano fizeram parte do comitê de seleção: Armando Mattos (curador da Bienal de Arte Contemporânea de Búzios – BAB) e Marta Mestre ( curadora assistente no MAM – Rio).
    Foram 283 inscrições e 28 projetos de artistas selecionados, de diversas regiões do Brasil e países estrangeiros.

     

  • Rafael Alonso / Ornamentos, 19/10 a 21/12/2013

    Curadoria de Felipe Scovino

    Adriano Costa
    Alvaro Seixas
    Hugo Houayek
    Rafael Alonso

    O diálogo entre as obras desta exposição não se encontra na sua aparência imediata, mas na transformação simbólica que a pintura sofre na contemporaneidade, isto é, uma constante negociação entre a sua história e os incômodos questionamentos sobre a sua morte (e, portanto, validade), assim como a sua ligação com meios e técnicas que poderiam vislumbrar novas possibilidades para a sua aparição. Estamos sendo guiados pela experimentação dos artistas desta mostra e não por uma tentativa fugidia e insípida de se criar uma nova e radical condição para a pintura. Em muitos casos nos deparamos com pinturas objetuais nessa exposição, mas acima de tudo, o que perpassa essas obras é um tom ácido e cínico, um riso sobre o que se transformou a (economia da) arte. O mercado parece regido, em determinadas circunstâncias, por uma “força” que privilegia a quantidade ao invés da qualidade, o lucro e o investimento ao invés da potência poética da obra. O deboche e o cinismo estão presentes nas pinturas com traços “mal feitos” de Alonso, nos defuntos/caixões de Houayek, nas homenagens kitsches à história da arte de Seixas e na materialidade frágil com referências a pop art que discutem a ideia de deslocamento do material e do objeto de arte no trabalho de Adriano Costa.